Eu sempre fui aquela mulher que todo mundo elogia. Forte, decidida, bem-sucedida. As pessoas me olham com admiração, mas, quando chega a hora de ser escolhida, eu sou deixada para trás. Vejo outras mulheres sendo escolhidas, sendo assumidas, enquanto eu continuo aqui, sozinha.
É um vazio que cresce a cada vez que alguém diz o quanto eu sou incrível, mas nunca o suficiente para ser a pessoa que alguém quer ao lado para a vida. As portas dos relacionamentos parecem fechadas para mim, mesmo quando todo o resto na minha vida vai bem.
Eu olho em volta e me pergunto: o que elas têm que eu não tenho? Elas não são mais inteligentes, não são mais bonitas, não são mais bem resolvidas. E, ainda assim, são elas que acabam sendo escolhidas. Será que é a minha força que os assusta? Será que ser tão autossuficiente me faz parecer inatingível?
A verdade é que ser admirada não é o mesmo que ser amada. E eu percebi que a força que eu tanto valorizava, que me fez conquistar tanto na vida, também estava me impedindo de viver o que eu mais desejava: um relacionamento de verdade. Ser forte o tempo todo cansa, e no fundo, eu também quero alguém que me segure quando eu precisar, que me proteja quando eu estiver vulnerável.
E foi nesse momento que percebi onde estava errando. Eu estava esperando que alguém me escolhesse, mas nunca dei espaço para que isso acontecesse. Nunca mostrei que, por trás da mulher forte e determinada, também existe alguém que quer ser cuidada, que quer se permitir descansar nos braços de alguém.
Não se trata de abandonar minha força, mas de aprender a equilibrá-la com a minha feminilidade. Ser forte não significa ter que carregar tudo sozinha. Na verdade, é preciso muita força para se permitir ser vulnerável, para deixar que alguém se aproxime, para abrir espaço para o amor.
Eu posso ser admirada por muitos, mas só serei escolhida quando me permitir ser vista por completo. Quando eu deixar claro que, além da força, também existe uma mulher que quer ser amada, cuidada e valorizada pelo que sou em minha totalidade.
E, agora, eu estou pronta para isso ✨
(Essa história é da Camila, da Sabrina, da Fernanda… talvez seja a sua também…)
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